O ano gastronómico em revista. O que aconteceu em 2018?

Ao longo dos últimos doze meses, Portugal consolidou a sua posição no mapa gastronómico com mais aberturas de restaurantes e novos prémios internacionais. Com a ajuda do ETASTE, (re)descubra tudo o que se passou nas cozinhas portuguesas e fora delas.

JANEIRO

2018 começou em força para João Rodrigues que acabou por bater o long time favorite José Avillez nas categorias Restaurante e Chefe Preferido, dos reconhecidos prémios do blogue Mesa Marcada. A consolidação da cozinha e o reconhecimento do chefe do Feitoria confirmou-se aliás, ainda nesse mês, ao ser convidado para ao lado de Alexandre Silva (Loco, Lisboa) e Henrique Sá Pessoa (Alma, Lisboa), representar Portugal no festival gastronómico Madrid Fúsion.

Na restauração nacional, abriu o esperado restaurante de Jamie Oliver na capital, Jamie’s Italian. Nos primeiros tempos foi até bastante difícil conseguir um lugar que fosse tal o entusiasmo à volta do espaço. Nas trocas de comandos, Louis Anjos foi anunciado como o novo chefe do Bon Bon, no Carvoeiro. Já Rui Silvestre, responsável pela conquista da primeira estrela Michelin para o espaço algarvio, mudou-se para Lisboa e abriu o Quorum. Mais tarde, Silvestre viria a anunciar a sua saída para o Vistas, em Vila Nova de Cacela. Para o seu lugar acabou por ir Tiago Emanuel Santos (ex-Areias do Seixo).

Apesar de não nos tocar diretamente, toca-nos. O primeiro mês do ano ficou marcado pela morte do chefe francês Paul Bocuse, aos 91 anos, ele que foi uma das caras mais evidentes da nouvelle cuisine, e que marcou uma geração de cozinheiros.

FEVEREIRO

José Avillez é premiado com o Grand Prix de L’Art de la Cuisine, por parte da respeitada Academia Internacional de Gastronomia, tornando-se no primeiro português a ganhar uma distinção que anteriormente reconheceu nomes como Alain Ducasse, Michel Bras ou Joan Roca.

Dias depois, o mesmo chefe anuncia a abertura de um novo espaço, Pitaria, localizado mesmo em frente ao Bairro do Avillez, no Chiado. A esse, ao longo do ano, juntar-se-iam outras novidades, como o Mini Bar, no Porto e, em Lisboa, a Cantina Zé Avillez, o Cantinho do Avillez – Parque das Nações e ainda o Za’atar — aberto a meias com o chefe libanês Joe Barza. Também a Cantina Peruana, resultado de uma parceria com o chefe peruano Diego Muñoz, teve direito a uma nova localização e a um espaço maior, no Caís Sodré.

Fora das contas do chefe do Belcanto continua a estar a zona Príncipe Real (Lisboa) considerado um dos 50 bairros mais cool do mundo para a revista Time Out e onde ao longo de 2018 abriram restaurantes como o Faz Frio [com um novo conceito e chefe, Mateus Freire], Local [com um novo chefe, Manuel Lino], Clube Lisboeta, Boubou’s e Sumaya. O Chiado é mesmo a zona predileta do português, onde já soma um total de sete espaços. A questão que agora se impõe é: será que em 2019 esse número vai aumentar? Veremos.

No campo dos vinhos, o Instituto dos Vinhos do Porto e Douro (IVDP)  anunciou que as vendas de referências da Região Demarcada do Douro “bateram recordes” no ano de 2017, conseguindo alcançar um volume de negócios de 556 milhões de euros.

Em águas internacionais, o Noma, em Copenhaga, reabriu finalmente as suas portas, após um ano encerrado e numa nova localização. Nas primeiras brigadas de cozinha deste novo capítulo estiveram dois estagiários portugueses, Sérgio Gama e Artur Gomes — este último cujas aventuras na cozinha de René Redzepi pôde ler no ETASTE. De relembrar que, por volta de 2010, o também português Leonardo Pereira chegou a subchefe do restaurante dinamarquês, outrora considerado um dos melhores do mundo.

A notícia da morte de Açucena Veloso surge de forma inesperada e cai que nem uma pedra no seio gastronómico português. A peixeira dos chefes, como era conhecida, trabalhava desde os 9 anos no Mercado 31 de Janeiro, em Picoas. Como clientes tinha vários chefes conhecidos, como Vítor Sobral, Justa Nobre e Kiko Martins.

2018 foi mais um ano de muitas surpresas para os fãs do chefe José Avillez. Foto: DR

MARÇO

Vasco Coelho Santos, chefe do Euskalduna, no Porto, é um dos nomes grandes da nova vaga de cozinheiros portugueses. Por isso não foi de estranhar que o seu nome tenha sido um dos escolhidos para participar na 13ª edição do evento gastronómico Omnivore. Antes dele, apenas tinham marcado presença na iniciativa o lusodescendente George Mendes, Nuno Mendes e Leonardo Pereira.

Nos meios internacionais, o nosso país foi notícia graças à lista da BBC Good Food, que destacou 17 iguarias que ninguém deve perder numa visita à capital portuguesa. Bacalhau à Brás, Polvo à lagareiro, Cozido à Portuguesa, ovos mexidos com farinheira e favas com chouriço foram alguns dos eleitos.

Mas, nesta fase, o assunto da ordem do dia no meio gastronómico português era o pão. E o grupo Padaria Portuguesa mostrou estar atento ao fenómeno, ao anunciar a abertura de um novo espaço, Lab, dedicado exclusivamente a pães de fermentação lenta.


ABRIL

Voltando ao mundo vínico, David Williams, autor da rubrica Wines Of The Week, do jornal britânico The Guardian, fez questão de destacar “os brancos perfeitos” portugueses. Lavradores da Feitoria Branco 2016 Douro, Vila Nova Vinho Verde 2017 e Quinta dos Carvalhais Branco Reserva 2013 Dão foram três das oito referências mencionadas pelo especialista.

Nas distinções internacionais, o prémio Mario Solinas, um dos mais importantes galardões no mundo do azeite, atribuído pelo Conselho Oleícola Internacional, premiou várias referências portuguesas pela sua qualidade. Sovena – Oliveira da Serra (Alentejo), Filipe José de Albuquerque Roboredo Madeira (Beira Alta), Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (Alentejo) e Vale das Lendas (Trás-os-Montes) foram alguns dos contemplados.


MAIO

Após dez anos na chefia da Fortaleza do Guincho, o chefe francês Vincent Farges lançou-se a solo em Lisboa e abriu no Chiado o restaurante Epur, onde pratica uma cozinha baseada no produto português. E pelos burburinhos que por aí se ouvem, esta bem pode ser uma das novidades do próximo ano do guia Michelin. Até lá, o que este espaço já ganhou é o prémio de uma das melhores vistas de Lisboa, a par do vizinho Tágide.


JUNHO

Pouco satisfeito com a constelação de restaurantes que detém, Avillez é novamente notícia ao anunciar a compra do portuense Grupo Cafeína, fundado por Vasco Mourão em 1995. Segundo declarações oficiais, apesar da troca de mãos, o empresário segue como gestor dos cinco restaurantes do grupo: Cafeína, Casa Vasco, Terra, Portarossa e Panca Ceviceria & Pisco Bar.

Também por essa altura, soube-se que o Belcanto (outra vez, José Avillez!) voltava a fazer parte da  The World 50 Best Restaurants, marcando agora a 75ª posição. Em relação a 2017, o espaço subiu dez lugares. Na mesma lista, o restaurante Osteria Francescana, em Modena, Itália, acabou por regressar à primeira posição, depois de em 2017 ter perdido o lugar para o Eleven Madison Park, em Nova Iorque. Ainda na temática prémios, Fernando Cardoso, cozinheiro do Feitoria, do Altis Belém Hotel & Spa, em Lisboa, sagrou-se o grande vencedor do prémio Chefe Cozinheiro do Ano, sucedendo assim a Luís Gaspar, da Sala de Corte, também na capital. Relembre-se que do rol de anteriores vencedores do concurso está também João Rodrigues, chefe executivo do hotel.

Nas aberturas, destaque para o restaurante Semea by Euskalduna, no Porto, de Vasco Coelho Santos. Um espaço mais informal onde os clientes podem experimentar, numa gama de preços mais acessíveis, as criações do chefe de 31 anos. Em Lisboa, a Toca da Raposa de Constança Cordeiro viu finalmente a luz do dia, perto do Largo do Carmo. A jovem de 28 anos mudou-se recentemente de Londres, onde trabalhou ao longo de vários anos, para abrir o seu próprio espaço que privilegia no seu menu o produto português em estado líquido.

Apesar de não ser novo, o clássico lisboeta dos anos 70, Saraiva’s, perto do El Corte Ingles Lisboa, voltou neste mês a ganhar vida com uma nova gerência (a mesma do restaurante Tágide) e com o chefe escalabitano Gonçalo Costa no comando. Na carta, não faltam os produtos portugueses nem tampouco as alusões à passagem do chefe pelo Brasil.

Esta é uma altura que também ficou marcada pela chocante notícia da morte de Anthony Bourdain, aos 61 anos. Relembre-se que ainda o ano passado, um dos mais mediáticos chefes norte-americanos, visitara o Porto para gravar aquele que seria o último episódio na nona temporada do seu programa de televisão ‘Parts Unknow’.

Xara, cebola e funcho: um dos pratos do restaurante Semea. Foto: DR
Xara, cebola e funcho: um dos pratos do restaurante Semea. Foto: DR


JULHO

Após longos meses de muita curiosidade, o aguardado projeto conjunto do chefe Vítor Sobral e do padeiro Mário Rolando abriu enfim para os lados de Campo de Ourique — onde o cozinheiro detém mais dois espaços. Padaria da Esquina é um sonho de ambos agora concretizado e que no seu espaço conta ainda uma loja de produtos portugueses e uma zona de charcutaria e queijo.

Em entrevista ao Jornal Expresso, José Avillez revelou este mês a abertura de mais dois espaços para breve — com a aquisição do antigo restaurante Raio Verde, no Guincho e do Lucullus, em Cascais — bem como a data da inauguração do seu primeiro projeto fora de Portugal. A Tasca, assim se chamará, estará inserida no hotel Mandarin Oriental Jumeirah, no Dubai e abrirá nos primeiros meses de 2019. Julho marcou também a estreia do escalabitano Rodrigo Castelo na capital com O Mariscador. O chefe, que se tornou conhecido pelo seu Taberna Ó Balcão, em Santarém, apresenta alguns mariscos e petiscos nacionais à sua moda, no Campo Pequeno.


AGOSTO

O primeiro dia do mês foi marcado pela notícia de que a Multifood — grupo nacional que detém 19 marcas de restauração, de norte a sul do país — adquirira o histórico Tavares, em Lisboa. Apesar da mudança de gerência, foi anunciado que o restaurante continuaria a funcionar com normalidade, com o chefe Hélder Correia Martins no comando.

Históricas são também as receitas enviadas pelos telespectadores do programa Culinária, nos anos 60, a Maria de Lourdes Modesto, uma das mais respeitadas gastrónomas portuguesas — homenageada recentemente no Congresso dos Cozinheiros deste ano — e que passaram a estar disponíveis no site da Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal. Muitas delas, aliás, serviram de base e orientação ao importante livro da autora, Cozinha Tradicional Portuguesa.

Nas distinções internacionais, o lisbeota Prado, o mais recente projeto de António Galapito, 27 anos  — jovem chefe que após dez anos em Londres sobre a alçada de Nuno Mendes voltou a Portugal para abrir o seu espaço — foi eleito uma das nove aberturas mais empolgantes do ano, pela revista norte-americana Condé Nast Traveler.

Também o talentoso Pedro Pena Bastos regressou à cozinha com a abertura do Ceia, em Lisboa. Numa mesa para 14 comensais, o chefe de 28 anos volta a surpreender como nos tempos do Esporão. “É a minha identidade. A mesma linha”, disse ao ETASTE, à data da abertura. Também por estes dias, Paulo Sebastião, um padeiro português radicado na Suécia — sítio onde se apaixonou pelo pão — abriu finalmente a padaria Isco, em Alvalade. Um espaço que descreve como sendo de influência “portuguesa, francesa mas também nórdica”.

Também por esta altura, surgiram burburinhos de que Alexandre Silva estará para abrir um novo espaço, o que se veio a confirmar meses depois. Fogo, assim se chamará, privilegiará a cozinha… de fogo e terá Manuel Liebaut como chefe de cozinha. Ainda em agosto, Silva receberia Albert Adrià para um jantar a quatro mãos no Loco. Albert e o irmão, Ferran, são dois nomes marcantes na cozinha mundial, muito pelo trabalho desenvolvido no afamado elBulli, entretanto encerrado.

E se por um lado, uns abrem, outros inevitavelmente fecham portas: foi o caso da histórica Pastelaria Suíça, fundada em 1922 num quarteirão do Rossio recentemente comprado pelo fundo espanhol Mabel Capital.

No seu primeiro ano de vida, o Prado, em Lisboa, recebeu alguns prémios internacionais. Foto: Humberto Mouco
O Prado, em Lisboa, foi eleito uma das aberturas mais empolgantes do ano para a Condé Nast Traveler. Foto: Humberto Mouco


SETEMBRO

Chefs on Fire, o evento irmão do The Presidential, que o ano passado ganhou o prémio de melhor evento do mundo, no concurso Best Event Awards, aconteceu pela primeira vez e juntou sete chefes juntos, à volta de uma (literal) fogueira. A cozinha a fogo, aliás, prevê-se como a próxima tendência gastronómica em Portugal. Para além do restaurante de Alexandre Silva, sabe-se que vão abrir outros dois do género: Elemento, no Porto e Meat Me – Asador Moderno, em Lisboa.

A par disso, em 2019 já se preveem outras tantas novidades na restauração, como a de que Nuno Mendes, chefe radicado em Londres há duas décadas, vai passar a estar mais vezes por Lisboa, uma vez que será o novo diretor criativo de Food & Beverage do renovado Bairro Alto Hotel. No total, serão cinco espaços à responsabilidade do português. E se uns voltam, outros vão. Pelo menos, por um curto período de tempo. A par de José Avillez, Henrique Sá Pessoa será o segundo chefe português a internacionalizar-se com a abertura do restaurante Chiado de Macau, na antiga colónia portuguesa, em parceria com a Sands Cotai Central. Sobre o projeto pouco se sabe, apenas que o seu menu será um best of do chefe do Alma, em Lisboa. Por altura deste anúncio, o chefe abriu o Tapisco, no Porto — um remake do conceito que já tem em Lisboa.

No campeonato dos concursos de cozinha, destaque para a vitória de Rodrigo Castelo (Taberna Ó Balcão, Santarém e O Mariscador, Lisboa) na competição Troféu Portugal — cujo principal objetivo é elevar os produtos e os produtores lusos.

OUTUBRO

Depois de uma mediática primeira temporada de “Pesadelo na Cozinha”, Ljubomir Stanisic aceitou regressar para uma segunda edição em que voltou a inspecionar restaurantes de uma ponta a outra, tudo para lhes oferecer uma nova oportunidade de sucesso. O formato continuou a conquistar os portugueses e no último episódio, transmitido a 26 de novembro, atingiu uma audiência média de 1 milhão e 461 mil espetadores.

Quem também conquistou (ainda mais) fãs foi o almoço de Cozido à Portuguesa de Nuno Diniz [o chefe prefere a denominação Cozido de Portugal porque junta vários ingredientes das diferentes regiões do país], que no âmbito da 2ª edição da Lisbon Food Week (LFW), juntou entusiastas e curiosos na 1300 Taberna, no Lx Factory. Já no principio do ano, chefe retomará os seus pop ups, em diversos restaurantes por todo o país.

Igualmente inserido na LFW, o Congresso dos Cozinheiros voltou para a sua XIV edição, aquela que segundo a organização foi “uma das melhores de sempre”. Ao longo dos dois dias, a audiência mostrou-se atenta às dezenas de demonstrações de cozinha e ações paralelas que aconteceram em diferentes palcos. Destaque para as presenças dos portugueses João Rodrigues, Vasco Coelho Santos e José Avillez e dos internacionais Andoni Aduriz, Albert Landgraf e Flavio Morganti.

Desengane-se quem pensou que os meses finais do ano iriam ser de tranquilidade para a restauração nacional. Não foram, e ainda bem. O icónico Bica do Sapato, em Lisboa, voltou a ganhar força com a contratação de Henrique Mouro e Pedro Rezende Pereira, dois homens fortes da sua geração que agora estão de volta à capital. Juntos pretendem oferecer uma nova vida ao restaurante que ao longo dos anos já foi casa de inúmeros chefes do panorama nacional como Fausto Airoldi, Alexandre Silva ou João Rodrigues.

De outra geração, igualmente talentosa, João Sá trouxe o Sála à capital. É um regresso do chefe à cozinha de alto nível, num conceito de restaurante associado ao produto e a Portugal, claro está. Outra novidade bem-vinda foi a reabertura do Maxime — noutros tempos um famoso cabaret lisboeta — agora transformado em hotel boutique, com um restaurante e bar homónimos chefiados por Luca Bordino.

NOVEMBRO

Pela primeira vez na história, Lisboa foi palco da gala Michelin ibérica. A estreia em solo português trouxe a segunda estrela ao Alma, de Henrique Sá Pessoa. O restaurante lisboeta faz agora parte do lote restrito de seis espaços com a dupla distinção. Houve, também, novas estrelas, para os restaurantes G, em Bragança, A Cozinha, em Guimarães e Midori (Penha Longa Resort Hotel), em Sintra.

Joan Roca, Andoni Anduriz e Martín Berasategui foram alguns dos chefes presentes nas festividades. Este último acrescentou, aliás, mais duas estrelas a sua coleção [agora tem 10, distribuídas por vários restaurantes]. Se tudo correr bem, para o ano podem ser mais… e em Lisboa. É que o espanhol abriu, também este mês, o seu primeiro espaço em Portugal, no topo da antiga torre Vasco da Gama (onde está o Hotel Myriad), a que chamou 50 Seconds Martín Berasategui. Ao comando está o português Filipe Carvalho.

Aliás, a relação com nuestros hermanos está cada vez mais íntima. A prova disso é a inclusão de Portugal no guia de 2019 da revista Condé Nast Traveler. A revista espanhola apresentou uma seleção de hotéis, vinhos e restaurantes pelos dois países. Desta escolha fizeram parte mais de 50 restaurantes, bares e lojas (de produtos e doçaria) lusos.

Ainda nas novidades lisboetas, destaque para a estreia do cozinheiro alentejano José Júlio Vintém, com a abertura do Picamiolos, na zona do Caís Sodré. À mesa, Vintém traz o bom hábito de não desperdiçar quaisquer partes do porco: croquetes de mioleira, orelha, focinho grelhado e pétalas de toucinho.         

Filipe Carvalho e Martín Berasategui na apresentação do novo restaurante do chefe espanhol em Lisboa. Foto: Vítor Duarte
Filipe Carvalho e Martín Berasategui na apresentação do novo restaurante do chefe espanhol em Lisboa. Foto: Vítor Duarte

DEZEMBRO

Pela segunda vez, Portugal voltou a sair de barriga cheia dos prémios World Travel Awards, considerados os “óscares” do turismo. Foram 17 galardões, incluindo os de ‘Melhor destino do Mundo’ e ‘Melhor Cidade Destino’ e ‘Melhor Destino City Break’ para Lisboa. Outro sinal do bom momento português: a inclusão do restaurante Loco na lista da Forbes dos sítios mais cool para comer em 2019. E mais um: que na nova lista The World Restaurants Awards, encabeçada por Joe Warwick, autor do livro Where Chefs Eat e co-fundador do The World’s 50 Best e Andrea Petrini, escritor gastronómico e fundador do festival Gelinaz! — cuja primeira edição acontece para o ano — estejam listados os restaurantes Prado (Lisboa), Ramiro (Lisboa), Gazela (Porto), Feitoria (Lisboa), The Yeatman (Vila Nova de Gaia) e ainda o evento gastronómico The Presidential. E também na francesa La Liste entrou na lista de 2018 mais um restaurante português. O Feitoria, de João Rodrigues, junta-se agora ao Ocean (Porches), Il Gallo d’Oro (Funchal), Belcanto (Lisboa), The Yeatman (Vila Nova de Gaia), Vila Joya (Albufeira), Fortaleza do Guincho (Cascais), Henrique Leis (Almancil) e Largo do Paço (Amarante).

Por |2019-01-17T15:01:19+00:0010:00, 31/12/2018|

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